O Salgado Faz Anos… FEST! volta a abrir o ano musical

| Janeiro 22, 2026 10:28 am

O último sábado de janeiro volta a ser sinónimo de romaria musical ao Maus Hábitos. No dia 31 de janeiro, entre as 21:00 e as 06:00, acontece mais uma edição de O Salgado Faz Anos… FEST!, a festa de aniversário que, ano após ano, se afirma como um dos primeiros grandes momentos do calendário musical nacional.

Mais do que uma celebração pessoal, o festival mantém-se como uma montra privilegiada do presente e do futuro da música portuguesa, cruzando novos projetos com nomes já consolidados, sem ceder à lógica fácil da novidade pela novidade. Ao longo de mais de 17 atuações, o famoso quarto andar da Invicta transforma-se num espaço de descoberta, reencontro e experimentação sonora.

O cartaz deste ano reflete essa diversidade geracional e estética. Entre projetos emergentes como Esquerda e nomes com percurso firmado como Pluto, o festival percorre diferentes idades, linguagens e pesos específicos dentro da música alternativa nacional. Há também espaço para confirmar apostas recentes, como Them Flying Monkeys, e para dar palco a novas propostas como o duo lisboeta OKA.

No campo da eletrónica e da dança, o destaque vai para os MAQUINA, que encerram a noite num formato de DJ set, e para IBSxJAUR, numa abordagem ao electro-clash que aponta já para os próximos anos.

A forte ligação ao Porto mantém-se como uma das marcas do evento, com a presença de projetos locais como Cat Soup, Scatter e Marquise, reforçando a centralidade da cidade na construção desta comunidade musical.

Completam o alinhamento nomes como Alomorfia, Redoma, Inês Gouveia + Frederica Campos, miaw e Aquele Gajo Que Vem Sempre (quem sabe, sabe). Junta-se ainda o DJ A Boy Named Sue, presença habitual da casa, enquanto a vertente visual estará representada na Mupi Gallery por Eufémia.

O Salgado Faz Anos… FEST! confirma, assim, a sua vocação para tapar todos os “buracos” dos melómanos: um festival que não envelhece, que olha para a frente sem esquecer o caminho feito e que continua a ser um ponto de encontro essencial para quem quer perceber para onde se move a música portuguesa.

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