Jazz ao Centro regressa a Coimbra em outubro com Sven-Åke Johansson & Jan Jelinek e Lakecia Benjamin

| Setembro 23, 2023 2:35 am

De 6 a 21 de outubro, o festival Jazz ao Centro leva mais de cinquenta artistas de diferentes geografias às salas do Centro de Artes Visuais (CAV), Salão Brazil, Solar dos Kapangas e Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), bem como ao Convento de São Francisco, que acolherá o encontro em palco entre o sueco Sven-Åke Johansson e o alemão Jan Jelinek no primeiro dia do evento.

Responsável por alguma da mais fundamental música feita nos círculos da improvisação livre (é sua a bateria que se escuta em Machine Gun, obra maior do malogrado saxofonista Peter Brötzmann), Sven-Åke Johansson encontrou em Jan Jelinek, produtor com reputadas credenciais nos domínios da eletrónica, um dos seus mais improváveis cúmplices. puls-plus-puls, uma obra encomendada por Hanno Leichtmann para o festival SYN/CUSSION, foi o primeiro testemunho de uma relação que ganhou novos contornos em 2021, aquando da edição do igualmente desafiante Puls-Plus-Puls Edition Moers. Duas obras indispensáveis que deverão, aliás, orientar os múltiplos caminhos que o duo irá conjurar a 6 de outubro (e um dia antes no Out.Fest) no concerto inaugural desta edição do Jazz ao Centro.

A 7 de outubro, o Jazz ao Centro muda-se para o Salão Brazil, que acolherá nesse dia Lantana, o super-grupo composto por Anna Piosik (trompete e voz), Carla Santana (eletrónica), Maria do Mar (violino), Maria Radich (voz), Helena Espvall e Joana Guerra (violoncelos). No dia seguinte, a saxofonista Lakecia Benjamin traz consigo os temas do seu mais recente álbum, Phoenix, para um espetáculo em formato quarteto nessa mesma sala. Kool & The Gang, Stevie Wonder, The Roots ou Santigold são alguns dos muitos ilustres com quem a artista norte-americana já partilhou palco.

A 12 de outubro, Nuno Rodrigues (trompete), Rui Alvarez (contrabaixo) e Paulo Silva (bateria) reúnem-se em palco para uma jam session organizada pelo Salão Brazil em parceria com o Curso Profissional de Jazz da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra (entrada gratuita). A 13 de outubro, Mário Costa apresenta Chromosome na companhia de Cuong Vu (trompete), Benoît Delbecq (piano e eletrónica) e Bruno Chevillon (contrabaixo). 

Segue-se o Jazz é Fixe, um espetáculo lúdico sobre a história do jazz, a 14 de outubro, momentos antes da atuação dos portugueses Chão Maior no mesmo dia; o encontro em palco entre Luís Vicente (trompete), William Parker (contrabaixo) e Mark Sanders (bateria) a 15; João Mortágua (Hexagon é o mais recente álbum do saxofonista português) a 19; e a apresentação da peça Li and the Infinite Game, composta pelo compositor italo-norueguês Per Zanussi para o Vestnorsk Jazzensemble, a 20.

Antes, a 15 de outubro, Lívia & Fred trazem originais de Kurt Weill, Milton Nascimento e outras importantes figuras da música contemporânea ao Convento de São Francisco. Na República Solar dos Kapangas, a 20, há Oré, quarteto liderado pelo contrabaixista Pedro Ivo Ferreira e que tem na sua formação José Soares, Miguel Petruccelli e Onno Govaert.

Por fim, a 21 de outubro (e um dia antes no Teatro do Bairro Alto, em Lisboa), há encontro em palco entre Gabriel Ferrandini e Lotte Anker nas instalações do Centro De Artes Visuais (CAV).

Os bilhetes para o Jazz ao Centro 2023 estão á venda em bol.pt a custos que variam entre 6 e 20 euros por espetáculo.

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